3 de jan de 2017

Celebrar a fraterna amizade



E como no dia 8 estávamos em Amesterdão, este ano o jantar de confraternização realizou-se no dia 12. O aniversário é mais um pretexto para juntar amigos uns momentos enogastronómico de saudável degustação que é pretexto para  fraternos momentos de convívio – sem ser complemento de uma reunião, uma AG, colóquio, seminário ou outro – para descontraidamente se poder falar de tudo…menos de trabalho e, sem peias, podermos dizer quanto gostamos uns dos outros. Bem, neste caso fui o principal visado e aqui vou deixar alguns testemunhos, em forma de poesia, enviando, reconhecido, em abraço muito grande aos autores.
 

 Neste mundo em que vivemos

Que gozamos e sofremos

A vida às vezes é um fardo

Faz serões a trabalhar

Para os outros a trabalhar

O nosso amigo Eduardo



Tem feito muita entrevista

Em trabalho de jornalista

No trabalhar é custoso

Tem muitas actividades

Em várias colectividades

Com orgulho este Raposo



Vamos todos em silêncio

Mostrar o nosso bom senso

É aquilo que lhe desejamos

Que passe com alegria

E na nossa companhia

Os seus 54 anos
                        do meu pai, José Carrilho Raposo, poeta repentista
(versos feitos e ditos na altura)






















Aos anos de um bom Amigo

Eu sei como é penosa esta subida,

Que todos, todos temos que fazer,

Dos íngremes degraus que há a vencer

Na perigosa escada que é a vida.



Assim, parece que não deve ser,

Um ano a mais, ventura apetecida,

- Por ser maior a época vivida

E mais curta a que fica por viver.



Mas também se, em verdade, o ano a mais

Se vem somar a outros, sempre iguais,

Vividos com trabalho, honra, decência,



Eu creio que deve ser de festa o dia!

- Pois com ele nos vem a alegria

De que não muda a própria consciência

                                                                                                                                                                           do amigo Gil Marovas                                                                                                                                                                                                                                                                                                            _____________
                                                              



Aniversariante na Diáspora

Ao Eduardo

Da Funcheira viajou em criança
Quis apanhar o comboio do futuro
Procurou a cultura com esperança
Deixar o pátrio berço, era pois duro.

Dessa terra amada cheia de pujança
Saudoso , então desse Alentejo puro
O honra e divulga com confiança.
Continue a servi-lo, bem lhe auguro.

O seu labor não é nada restrito
Deu aulas em beja, seu distrito
Da região evoca a memória.

A matriz cultural exorta com esmero
Seu sentimento é natural e vero
Do Alentejo assume sua história.

da amiga Maria  Vitória Afonso











 Tive o prazer de contar com a presença de, entre adultos – 26 - e crianças – 3 -, 29 amigos e familiares. À minha esquerda o meu pai, o meu irmão Ricardo, o meu sobrinho Ruben, o meu neto Roque, a minha filha Sofia com o novo membro da família, a Dalila - que tem agora quatro meses - o meu genro Luís, os amigos Alex - fraterno autor de todas as fotos fraternalmente disponibilizadas, excepto aquela onde está - João, a minha Anita, a Antónia e o Moutela, o João (Andrade da Silva), a Lena, o Amadeu, a Luísa, o Zé Carita, o Américo (Jones), a Mª Vitória, a Lúcia, o Naia, o Vítor Paulo e a Cristina, o Ferraz, o Paulo, o Gil, a Céu e o Rogério (de Brito), que tal como eu disse umas palavras emotivas e sentidas e o meu pai que leu os poemas que fez no momento.







Outros amigos, por razões diversas – compromissos inadiáveis como lançamentos, fecho de jornais, assembleias, sessões públicas, reuniões que atrasaram, falta de saúde, etc - que não puderam comparecer, mas fizeram questão de mandar um abraço aos presentes: o Fernando (Mão de Ferro), o Manel (Casa Branca), o Luís (Palma), o Mário (de Araújo), o Constantino, o Chaves, o Afonso, o António, o Armando, a Guika...









                                                                       Fotos de Alex Gandum

31 de dez de 2016

Dans le port d´Amesterdam



Pois é, às dez da manhã de dia 8 –  acabados de chegar a Amesterdão, como bons “benfiquistas” estávamos em pleno Bairro Vermelho, sem sabermos…  boa forma de iniciar o dia de aniversário…















Foi um excelente fim-de-semana, em que comemorámos o meu aniversário e o nosso casamento. Amesterdão é uma cidade muito interessante e simpática com as suas 880 mil bicicletas – todas as ruas têm ciclovias – as centenas de canais, milhares de barcos-casa e um tráfego ininterrupto de grandes barcaças em todas as direcções – com percursos turísticos de manhã, à tarde e à noite - e para além do clima húmido as pessoas são muito simpáticas, os monumentos, o Chinatown, a Sinagoga portuguesa, as pontes –a Ponte Magra, com alguns séculos, toda em madeira – os museus – o Hermitage ou o excelente Van Gogh onde estivemos meio dia e à saída encontrámos folhetos em português - do Brasil - e fomos interpelados por um funcionário que radiante se dizia lusófono e … se expressava em português com forte pronúncia neerlandesa, neste cidade que atingiu - como outras nesta região - com a ida dos judeus ibéricos e nomeadamente portugueses depois da expulsão de Castela e da conversão forçada em Portugal  - e posteriormente da Inquisição






Restaurantes muito caros – comemos num tailandês e no segundo dia num Kebab de um cristão copta egípcio, mas nos supermercados os preços eram, nalguns casos mais baixos que os nossos, caso de vegetais, cremes dermatológicos, comida para gato, etc.



























Num último dia visitámos a histórica cidade de Utrech com o seu ar luterano – e uma humidade de quase 90% -  com a sua magnífica catedral gótica com o pináculo a furar o céu, mas com antecedentes ao século VII  e com marcas de destruição pelos reformistas de baixos-relevos com motivos católicos– afinal a criminosa e tristemente célebre destruição de património da Humidade  na Síria pelos fundamentalistas contemporâneos têm antecedentes de 500 anos. Mas o centro desta cidade que assistiu à unificação das Províncias Unidas por Nassau  estava apinhado de gente, tal como Amesterdão, malgrado o tempo péssimo, havia uma divertida diversão de Natal e… uma feira, que parecia a Feira do Relógio -  onde um português “ratinho” vendia enchidos da Beira e bacalhau e havia roupas e calçado barato como nas nossas feiras.












Belas estações de Caminho de Ferro – a de Amesterdão é lindíssima -  bem preservadas, com enormes zonas comerciais na parte inferior, ainda que com a dimensão condizente com a própria cidade.
Pernoitámos, no último dia em Eindhoven, onde nos regalámos com sushi e um bom vinho chileno - quase não se encontra vinho português nos supermercados e o que há é de pouca qualidade – levado para o quarto depois de dois dias e meio a cerveja Heinheken – só o que se encontra nos restaurantes mais acessíveis. O regresso a Portugal numa manhã soalheira recordou-nos o paraíso que o nosso país é … nomeadamente para os europeus do Norte.