26 de dez de 2015

O Cante na Diáspora

Revista Memória Alentejana 
tema da última edição, nº duplo 35/36
 
Alentejanos de Almada


Alentejanos do Mundo



É com emoção que fomos recebendo dia após dia os testemunhos sentidos dos homens e das mulheres que sentem, amam, vivem e cantam apaixonadamente o Alentejo através dessa forma antiquíssima de colectivamente dizer Alentejo, porque - citando Pedro Ferro, artesão do efémero da escrita, que nos dizia, da Vidigueira num texto lindíssimo intitulado “Catedral” – “o Alentejo não canta com sentido de cantar: o Alentejo diz. E põe alaúdes na voz para dizer.” E conclui: “Fá-lo ao anoitecer, na hora subsolar e sublunar de um tempo que pára para o escutar. Ao anoitecer. Quando envolvem o canto como naves de catedral.”
Esta edição é dedicada a esses homens e essas mulheres que a vida difícil e a rudeza dos campos obrigou à despedida da Terra amada, “Abalei do Alentejo”, com as saudades que vão marcar as décadas, tantas, décadas demais longe da Terra, num vida, nem sempre fácil, na grande cidade, nas margens do grande rio, o Tejo, que separa o Alentejo do resto do país. Vida de muito trabalho nas fábricas, nos serviços, na hotelaria, nos transportes, mas também de empenho no associativismo e de luta pela democracia, antes e depois de Abril – agora também no Poder Local Democrático. Homens e Mulheres que a rudeza da vida, não apenas suavizou alma como aumentou a enorme capacidade, única de colectivamente, pelo Cante exteriorizar, partilhar esse património genético, há muito o ex-libris da nossa região, que faz da Pátria transtagana uma região única e do povo alentejano, um povo com um coração imenso.
Nesta edição propusemo-nos fazer o levantamento dos 30 grupos corais activos existentes na diáspora e a diáspora alentejana, como o próprio Alentejo, é (quase) do tamanho do mundo; começa aqui em Almada… e vai até Toronto.
Neste rico e diversificado caderno que dá tema à edição “O Cante na diáspora”, ao longo de quase 70 páginas damos voz a uma trintena de grupos corais existentes na diáspora, com base num exaustivo levantamento, nem sempre livre de algumas dificuldades, onde Almada, que tem cerca de 30 páginas, tem especial destaque:
Amigos do Alentejo, do Feijó; Cantadeiras de Essência Alentejana; Recordar a Mocidade, do Laranjeiro
Mas também do concelho de Palmela, temos em destaque:
Ausentes do Alentejo; Modalentejo;1º de Maio, Quinta do Anjo
Ainda do Seixal onde encontrámos: As Papoilas, do Fogueteiro; Operário Alentejano, das Paivas; Grupo Coral dos Serviços Sociais das Autarquias do Seixal e o Lírio Roxo, Paio Pires.
Ops restantes grupos corais existentes na diáspora estão sedeados: Amadora, três grupos; Albufeira, um; Barreiro, dois; Cartaxo, um; Cascais, dois; Loures, um; Moita, dois; Porto, um; Sesimbra, um; Setúbal, dois; Silves, um; Sintra, dois e um em Toronto, Canadá. Propusemo-nos, com base neste exaustivo levantamento realizado, não sempre livre de dificuldades, gravar um CD para ser acoplado a cada exemplar desta revista com a participação dos 10 grupos corais alentejanos de Almada, Palmela e Seixal; todavia constrangimentos motivados pela dificuldade de adicionar todos os apoios previstos e, por outro lado, atraso na confirmação de outros obrigaram-nos a adiar a edição dos CDs – onde, mesmo sem o apoio do Município do Seixal incluiremos os grupos corais deste concelho – mas aqui o compromisso de logo que seja financeiramente possível – talvez nos próximos meses – realizarmos uma edição, ainda que mais reduzida em CD.
Mas voltando a Almada, nas 30 páginas, apresentamos a entrevista com Joaquim Judas, Presidente da CMA, natural de Évora, mas também entrevistamos o homem – e o Amigo - que personifica a referência do Cante em Almada, Joaquim Afonso, natural de Pias, bem como sentidos, apaixonadas textos do Vice-Presidente CMA, fundador e antigo Presidente da Alma alentejana, José Gonçalves, nascido no Torrão do Alentejo, de Luís Palma, Presidente da União de Freguesias de Laranjeiro e Feijó, com fortes e assumidas raízes na Margem Esquerda do Guadiana e José Moutela, Presidente da Alma alentejana, finalizando com um texto de António Amaral sobre o Grupo de Trabalho  do Cante do Concelho de Almada, que desde Fevereiro de 2015, com o objectivo de realizar iniciativas tendentes a promover o Cante Alentejano e toda a riqueza etnográfica a este associado tem vindo a debater e propor estratégias tendentes à salvaguardar do Cante, nomeadamente lançando projectos para fomentar o Cante nas Escolas.
Ainda sobre Palmela – autarquia que desde a primeira hora teve uma postura francamente empenhada e solidária, o que saudamos - apresentamos uma entrevista ao Presidente do Município, Álvaro Amaro, se bem que não sendo alentejano é também um grande apreciador do Alentejo. A entrevista pedido ao Presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos, acabou por não se vir a realizar .
Nesta edição, registamos com agrado artigos de quem conhece bem o Cante,  seja como investigador e músico, caso do Jorge Moniz, seja enquanto um dos principais responsáveis pela candidatura vencedora do Cante a Património cultural Imaterial da Humanidade, como é o caso do presidente da MODA – Associação do Cante Alentejano, Francisco Teixeira, da socióloga Sónia Cabeça que nos fala do que o surgimento Cante no feminino representou uma autonomia social do Cante Alentejano ou a notícia das estratégias de salvaguarda “ deste cante que é nosso, deste cante que importa preservar e potenciar”, que nos chega do Campo Branco, em forma de prosa poética pela palavra escrita do Paulo Nascimento. A Grande Entrevista, nesta edição ao Pedro Mestre, Mestre o menino de oiro da salvaguarda e da transmissão do Cante e da viola campaniça.
António Chainho, desde que nos verdes anos começou a toca guitarra portuguesa na moinho de vento do seu avó, em plena serra na aldeia de S. Francisco,  até 2015, quando completou 50 anos de carreira fez um percurso que o guindou á genialidade, Chainho, o Amigo, o companheiro solidário no CEDA; no mesmo CEDA em que Domingos Montemor – com quem calcorreamos o Alentejo tantas vezes ao longo de mais de uma década – um dos companheiros que mais trabalhou e contribuiu para ele, CEDA fosse o que é hoje, o CEDA e esta publicação não receando e não voltando as costas aos desafios; talvez seja por isso que se alcançou o respeito do Alentejo, como se verificou no passado dia 10 na Casa do Alentejo onde esteve o Alentejo em peso, as suas forças vivas, de Portalegre a Castro Verde, de Monforte a Santiago, de Sousel a Beja, de Évora… a Almada, de Montemor a Odemira, a Ourique… e a diáspora em peso…
Os 40 Anos Poder Local Democrático não são esquecidos – esperamos fazer uma próxima edição sobre o tema – com textos de quem mais experiência e saber tem do tema, até numa perspectiva do futuro, Rogério de Brito – antigo deputado, eurodeputado e autarca e Fernando Caeiros, de desde 1976 e durante mais de 30 anos foi edil e é hoje um dos mais conceituados consultores da Associação Nacional dos Municípios. E a Feira de Castro é visitado com o João das Cabeças e o Encontro do Cante ao Baldão e da Viola Campaniça.
E o Acontecendo, necessariamente no gerúndio, onde o Destaque  vai para livros Actas MODA e CD Os Ganhões, mais de 30 recensões, referências: livros, discos e outros eventos, nomeadamente o recente trabalho de Orlando Pereira, e as suas reflexões estratégicas desenvolvimento local para preservar a identidade da sua aldeia de Penedos – Mértola, terminando com o “Programa Almada Homenageia o Cante”, iniciativa fruto de parceria entre a CMA e o Grupo de Trabalho do Cante do Concelho de Almada – projecto que o CEDA e a Revista Memória Alentejana assumiram deste o primeiro dia
Mesmo quase a fechar, o companheiro solidário, António Galvão, o artista plástico que ofereceu ao CEDA a serigrafia que é capa desta edição – e capa do caderno e poucos dias depois partiu.
Uma palavra de apreço e agradecimento às entidades que viabilizaram financeiramente esta edição: Câmara Municipal de Almada, Câmara Municipal de Palmela, Entidade Regional de Turismo Alentejo/Ribatejo, Junta de Freguesia de Laranjeiro e Feijó.
Aqui fica o nosso contributo para a salvaguarda do Cante!
Alentejanos de Almada, Alentejanos do Mundo; podem contar com o (vosso) CEDA, podem contar com a (vossa)  Revista Memória Alentejana.
“Voltarei ao Alentejo
Nem que seja no Verão”
Eduardo M. Raposo
(Presidente da Direcção / Director)
CEDA  / Revista MEMÓRIA ALENTEJANA
                                                                                    
                                                                        (do Editorial)

22 de dez de 2015

ainda "Almada Homenageia o Cante"

          A mais importante iniciativa realizada em Portugal

" Almada Homenageia o Cante  foi a mais importante iniciativa que se realizou em todo o país, quer em termos de conteúdo, de mensagem e de adesão da população. Este acontecimento dignificou o Cante. Num segundo acontecimento Almada poderá vir a reafirmar -se como Capital do Cante até pela sua situação geográfica pois Almada está perto de tudo, acessível a todos, nomeadamente na diáspora."


Francisco Teixeira
Presidente da MODA - Associação do Cante Alentejano





13 de dez de 2015

Acordar em Madrid!...

Acordar em Madrid!..

Nesse mesmo dia 8 de Dezembro, ao fim da manhã aterrava no aeroporto de Lisboa - como aliás acontecera no ano passado.
Portugal é, por várias razões, um dos países mais bonitos do mundo. Um país onde eu quero estar, onde quero trabalhar, onde quero dar o meu contributo para a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna. Mas conhecer, conviver, aprender, apreender torna-nos mais fraternos, mais tolerantes, ajuda-nos a trilhar o caminho, certamente inatingível, da sabedoria, ou como dizia Vladimir Ilitch Ulianov:
Aprender, aprender sempre!
Ao longo dos próximos dias gostaria de partilhar imagens desse enriquecedor e frutuoso fim de semana alargado, nomeadamente o (re)encontro com algumas obras-primas da Arte universal.

Começo pelo nascer da bela aurora, ainda em plena viagem:
mais fotos

o primeiro dia:

Depois de umas tapas saborosas e muito diversificadas no agradável Mercado de San Miguel, ali mesmo ao lado da Plaza Mayor e da dois passos de famoso e centenário Restaurante Sobrino del Botin deambulando ao acaso visitámos, no exterior, a Catedral de la Almudena e a Plaza de la America com o seu imponente Palácio Real e saboreámos o sol - estava uma tarde soalheira que parecia de Primavera - com o Teatro Real em fundo.




Não foi possível visitar o Teatro Real pois estava fechado, mas a Anita contou que o seu primo M. Malta da Costa - conceituado instrutor e campeão hípico de Montemor-o-Novo - que morreu recentemente  foi homenageado pela infanta Helena que teria sido sua apaixonada. Continuámos a caminhar e em breve estávamos na Plaza de España onde ficámos a saborear a tarde tão agradável - devia estar perto de 20º, só se via passar pessoas de manga curta e nós todos encasacados. Nunca é demais ficar a contemplar o magnifico monumento a Cervantes ... e as curiosas proximidades...







e o iconoclástico edifício madrileno...

"O teu Alentejo" "A tua Canção" recordando o dia 8 de Dezembro



O teu Alentejo 
A tua Canção 

                                       Para o Eduardo M. Raposo

O Alentejo é a tua vida 
Por nascimento e opção 
Sentes-te bem no meio da gente sofrida 
Que tanto lutou e luta pelo pão. 
Gente que nunca desistiu nem desiste 
Na batalha que foi perdida 
Porque sabe que é no fim que se ganha 
A guerra contra a exploração. 

Embora o Alentejo seja 
O epicentro da tua Revolução 
A Cultura é o teu território 
O teu verdadeiro campo de acção 

Felizmente, 
Mesmo sem seres um trovador 
Escolheste a música e a canção 
Para nos deixares a tua marca de amor 
Apenas movido pelo saber e pela paixão 
E hoje és o nosso magnânimo historiador 
Do canto livre e da intervenção. 

                                               Luís Milheiro

 No passado dia 8 de Dezembro assinalei a passagem de mais um aniversário com um encontro com amigos e familiares. Éramos perto de uma trintena. Mas, um dos Amigos que não pode estar presente, o Dirigente Associativo e Autor - historiador local, poeta, romancista - fotografo, não deixou de estar com este elucidativo poema que me enviou e que aqui, com a devida vénia, publico, enviando-lhe um abraço fraterno.
Na ocasião tivemos o prazer que todos tivemos de saborear - sobretudo eu, numa viagem à minha infância mais de meio século depois - a sua enorme sensibilidade e capacidade criativa, que em breve espero convosco compartilhar. 

Depois, na companhia dos meus familiares mais próximos - o que já não acontecia há anos - o meu pai, os meus irmãos Carlos, Ricardo, a minha filha Sofia, o meu Neto Roque, o meu sobrinho Ruben, o meu genro Luís, a minha cunhada Angelica e claro, a minha Querida Anita referi como foi difícil este ano de 2015 em que perdemos a nossa Mãe mas também a nossa vontade de continuar a luta permanente e constante para a construção do futuro, agora que surgem sinais, ainda que muito ténues, de que as coisas podem começar a mudar. E eu, como contei quando me apresentaram um autarca socialista no dia em que António José Seguro foi eleito Secretário-Geral e ele me perguntou se era seu camarada e eu, olhando-o nos olhos lhe disse:
Sou camarada da Grande Esquerda!
e que me conhece sabe que há vários, há vários anos, defendo essa solução para o nosso país, mesmo quando isso parecia perfeitamente irrealista. Agora percebe-se bem que é é possível, agora percebe-se bem que é esse o caminho que nos pode levar a retomar um futuro para Portugal que foi sugerido, entreaberto em Abril, em 1974 e mais de 40 anos depois começa finalmente a mostrar que é possível. Um caminho onde as dificuldades são muitas mas que é possivel! Por isso deixo uma palavras de simpatia aos dirigentes dos partidos da esquerda parlamentar que tiveram e têm tido a coragem, a dignidade e a responsabilidade nacional de trilharem o caminho da defesa da Nação Portuguesa.
Para que conste, neste jantar convívio tomaram lugar, para além dos Familiares referidos, os Amigos: Gil Marovas, Mário de Araújo, Francisco Naia, Helena e João Andrade da Silva, João Santos e Susana Horta, José Carita e Luísa Gonçalves, a Céu e a Marta, o António Ramos, o Constantino e o Ferraz da Conceição.
Aqui ficam alguns registos fotográficos deste momento da fraterna Amizade!

 

O Cante na diáspora - Almada homenageia o Cante




Almada homenageia o Cante
O Cante na diáspora 

O 1.º aniversário do reconhecimento do reconhecimento pela UNESCO do  Cante Património Cultural Imaterial da Humanidade foi assinalado um pouco por todo o Alentejo, entre os dias 27 e 29, com um vasto e diversificado conjunto de acções: desde Serpa – que iniciou o processo da candidatura – Ourique, Odemira, Almodôvar, Mértola, Castro Verde, Cuba ou Beja. Mas, fora do Alentejo, na diáspora, Lisboa – na Casa do Alentejo – Setúbal ou Almada assinalaram a efemeridade com a importância e dignidade que se impunha.
Neste contexto Almada realizou um conjunto de eventos durante todo o dia 28 de Novembro – iniciou às 9 horas da manhã e terminou perto da meia-noite – subordinado ao tema “Almada homenageia o Cante Alentejano” que constaram de um colóquio que durou a amanhã e a tarde, terminado cerca das 19 horas e um espectáculo à noite e que envolveram mais de duzentas pessoas no colóquio e cerca de mil no espectáculo.
A Mesa de Abertura esteve a cargo de:
- Joaquim Judas - Presidente da Câmara Municipal de Almada
- Francisco Teixeira - Presidente da MODA, Associação do Cante Alentejano
- Luis Palma - Presidente da União de Freguesias do Laranjeiro e Feijó
- Carlos Alves - Vice-Presidente da Câmara Municipal de Serpa
- Paulo Nascimento – Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Castro Verde, sendo que Ana Paula Amendoeira, por motivos de saúde não pode estar presente, moderada por Ana Neto, que moderou também o 2º painel.
O 1º painel, «Origens e História do Cante: Uma Perspetiva Antropológica», teve a participação de - Alexandre B. Weffort – Músico/professor (EMCN) com a comunicação “O ‘cante’ alentejano: questionamentos sobre a sua origem” e de José Rodrigues dos Santos – Professor jubilado/investigador CIDEHUS-EU que falou sobre “História recente do Cante: lições a reter”, painel este moderado por Eduardo M. Raposo. 
O 2º painel iniciou com - José Gonçalves - Vice-Presidente da Câmara Municipal de Almada e fundador e antigo dirigente da Alma Alentejana, que com muita emoção nos falou dos “Alentejanos do além Tejo, o seu papel e dinâmica social”, seguindo-se da nossa intervenção apresentando a última edição da Revista Memória Alentejana. Joaquim Afonso - Presidente do Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó .- a grande referência da Cante  e um pouco por todo o Alentejo, exteriorizando a sua grande experiência de vida com a sua forma peculiar que o caracteriza, sobre “O Cante Alentejano e as suas influências em Almada”.

                               Mesa-Redonda


O período da tarde foi dedicado ao tema: Reconhecimento e Salvaguarda do Cante. Projetos de Futuro.” Também, tal como os outros painéis com excelentes intervenções de:
- Pedro Mestre – Músico / professor
 Com “Cante Alentejano: desafios na Transmissão”
 de
- Jorge Moniz – Músico / professor (UL)
com “A tradição na linguagem musical do Cante”
 e de
- Sónia Moreira Cabeça – Socióloga / CIDEHUS-UE
“Grupos corais femininos: contribuições para a autonomia social e vitalidade do Cante Alentejano”, tendo-se seguido a
Mesa-redonda
Com: - José Francisco Colaço Guerreiro e Francisco Teixeira
- MODA - Associação do Cante Alentejano
-António Verdugo da  Casa do Alentejo (Lisboa)
- Representantes dos Grupos Corais do Concelho (Amigos do Alentejo, Recordar a Mocidade e Cantadeiras de Essência Alentejana) e ainda
- João Monge - Autor
- António Amaral - Academia Ramiro Freitas


 Mesa-Redonda

 














Todos os temas suscitaram acalorando debate e foram pontuados com apontamentos corais pelo grupo feminino “Cantadeiras de Essência Alentejana”.

                               Pormenor da assistência com autarcas, antigos autarcas, oradores e moderadores
 Este painel, moderado por Luís Palma  antecedeu uma  simbólica mas sentida homenagem ao Cante na pessoa de Joaquim Afonso e terminou com uma também excelente intervenção de António Matos - Vereador da Cultura da Câmara Municipal de Almada – que disponibilizou o apoio do Município para novos projectos sobre o Cante.














                      Homenagem a Joaquim Afonso




                                             
Intervenção de encerramento do Colóquio


Revista Memória Alentejana
o Cante  na diáspora

Nós, enquanto director da Revista Memória Alentejana apresentamos a edição preparada e lançada na ocasião, número especial em que a temática “O Cante na diáspora” tendo-se baseado num levantamento dos 30 grupos corais alentejanos activos existentes na diáspora, a saber: área metropolitana de Lisboa – distritos de Lisboa e Setúbal – mas também no Cartaxo, Algarve – Tunes e Albufeira – Porto – grupo coral do Orfeão Académico – ou Toronto, no Canadá. Esta edição dedicou ainda com mais relevo os grupos corais alentejanos existentes em Almada – “Amigos do Alentejo”, “Recordar a Mocidade” e “Essência Alentejana”, bem como às associações de cariz existentes no concelho – Alma Alentejana – e aos projectos que estão a ser iniciados de ensino do Cante nas escolas dos vários graus de ensino. De notar que em Almada residem cerca de 50 mil naturais e descendentes de alentejanos e só na freguesia mais alentejana – Laranjeiro Feijó – esse numero ascende a mais de 20 mil. De referir entre outros aspectos a capa e capa interior da edição feita propositadamente pelo artista plástico António Galvão – de Moura- falecido recentemente.
A partir das 21 horas, na sala de cinema da Academia Almadense decorreu um belo espectáculo de Cante Alentejano com a participação que esgotou por completo os cerca de 1.000 lugares existente com a participação de :
- Associação Grupo Coral e Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó;
- Grupo Coral Feminino Recordar a Mocidade do CIRL;
- Associação das Cantadeiras de Essência Alentejana;
- Grupo Coral e Etnográfico da Casa do Povo de Serpa;
- Associação de Cante Alentejano Os Ganhões de Castro Verde;
- Grupo Coral Feminino Madrigal de Vila Nova de São Bento.

O som esteve excelente e foi emocionante, no final todos os grupos em palco entoarem em uníssono com as mil vozes da plateia “Alentejo, Alentejo”.
A organização ficou a cargo do Grupo de Trabalho do Cante do Concelho de Almada - que inclui os Grupos Corais - Amigos do Alentejo de Feijó, Essência Alentejana, Recordar a Mocidade, MODA-Associação do Cante Alentejano, CEDA/Revista Memória Alentejana, Alma Alentejana, Academia Ramiro Freitas e João Monge e a União das Freguesias de Laranjeiro e Feijó – em estreita parceria com a Câmara Municipal de Almada que assumiu financiamento e logística deste importante evento.
Este foi seguramente o grande momento, a mais importante das comemorações que, na diáspora, assinalaram o 1º aniversário do Cante Património Cultural Imaterial da Humanidade.

(a partir de crónica homónima publicada na edição de Dezembro do Jornal Folha de Montemor)