13 de dez de 2015

"O teu Alentejo" "A tua Canção" recordando o dia 8 de Dezembro



O teu Alentejo 
A tua Canção 

                                       Para o Eduardo M. Raposo

O Alentejo é a tua vida 
Por nascimento e opção 
Sentes-te bem no meio da gente sofrida 
Que tanto lutou e luta pelo pão. 
Gente que nunca desistiu nem desiste 
Na batalha que foi perdida 
Porque sabe que é no fim que se ganha 
A guerra contra a exploração. 

Embora o Alentejo seja 
O epicentro da tua Revolução 
A Cultura é o teu território 
O teu verdadeiro campo de acção 

Felizmente, 
Mesmo sem seres um trovador 
Escolheste a música e a canção 
Para nos deixares a tua marca de amor 
Apenas movido pelo saber e pela paixão 
E hoje és o nosso magnânimo historiador 
Do canto livre e da intervenção. 

                                               Luís Milheiro

 No passado dia 8 de Dezembro assinalei a passagem de mais um aniversário com um encontro com amigos e familiares. Éramos perto de uma trintena. Mas, um dos Amigos que não pode estar presente, o Dirigente Associativo e Autor - historiador local, poeta, romancista - fotografo, não deixou de estar com este elucidativo poema que me enviou e que aqui, com a devida vénia, publico, enviando-lhe um abraço fraterno.
Na ocasião tivemos o prazer que todos tivemos de saborear - sobretudo eu, numa viagem à minha infância mais de meio século depois - a sua enorme sensibilidade e capacidade criativa, que em breve espero convosco compartilhar. 

Depois, na companhia dos meus familiares mais próximos - o que já não acontecia há anos - o meu pai, os meus irmãos Carlos, Ricardo, a minha filha Sofia, o meu Neto Roque, o meu sobrinho Ruben, o meu genro Luís, a minha cunhada Angelica e claro, a minha Querida Anita referi como foi difícil este ano de 2015 em que perdemos a nossa Mãe mas também a nossa vontade de continuar a luta permanente e constante para a construção do futuro, agora que surgem sinais, ainda que muito ténues, de que as coisas podem começar a mudar. E eu, como contei quando me apresentaram um autarca socialista no dia em que António José Seguro foi eleito Secretário-Geral e ele me perguntou se era seu camarada e eu, olhando-o nos olhos lhe disse:
Sou camarada da Grande Esquerda!
e que me conhece sabe que há vários, há vários anos, defendo essa solução para o nosso país, mesmo quando isso parecia perfeitamente irrealista. Agora percebe-se bem que é é possível, agora percebe-se bem que é esse o caminho que nos pode levar a retomar um futuro para Portugal que foi sugerido, entreaberto em Abril, em 1974 e mais de 40 anos depois começa finalmente a mostrar que é possível. Um caminho onde as dificuldades são muitas mas que é possivel! Por isso deixo uma palavras de simpatia aos dirigentes dos partidos da esquerda parlamentar que tiveram e têm tido a coragem, a dignidade e a responsabilidade nacional de trilharem o caminho da defesa da Nação Portuguesa.
Para que conste, neste jantar convívio tomaram lugar, para além dos Familiares referidos, os Amigos: Gil Marovas, Mário de Araújo, Francisco Naia, Helena e João Andrade da Silva, João Santos e Susana Horta, José Carita e Luísa Gonçalves, a Céu e a Marta, o António Ramos, o Constantino e o Ferraz da Conceição.
Aqui ficam alguns registos fotográficos deste momento da fraterna Amizade!

 

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