O teu Alentejo
A tua Canção
Para o Eduardo M. Raposo
O
Alentejo é a tua vida
Por nascimento e opção
Sentes-te bem no meio da gente
sofrida
Que tanto lutou e luta pelo pão.
Gente que nunca desistiu nem desiste
Na batalha que foi perdida
Porque sabe que é no fim que se ganha
A guerra
contra a exploração.
Embora o Alentejo seja
O epicentro da tua Revolução
A
Cultura é o teu território
O teu verdadeiro campo de acção
Felizmente,
Mesmo
sem seres um trovador
Escolheste a música e a canção
Para nos deixares a tua
marca de amor
Apenas movido pelo saber e pela paixão
E hoje és o nosso
magnânimo historiador
Do canto livre e da intervenção.
Luís Milheiro
No passado dia 8 de Dezembro assinalei a passagem de mais um aniversário com um encontro com amigos e familiares. Éramos perto de uma trintena. Mas, um dos Amigos que não pode estar presente, o Dirigente Associativo e Autor - historiador local, poeta, romancista - fotografo, não deixou de estar com este elucidativo poema que me enviou e que aqui, com a devida vénia, publico, enviando-lhe um abraço fraterno.
Na ocasião tivemos o prazer que todos tivemos de saborear - sobretudo eu, numa viagem à minha infância mais de meio século depois - a sua enorme sensibilidade e capacidade criativa, que em breve espero convosco compartilhar.

Sou camarada da Grande Esquerda!
e que me conhece sabe que há vários, há vários anos, defendo essa solução para o nosso país, mesmo quando isso parecia perfeitamente irrealista. Agora percebe-se bem que é é possível, agora percebe-se bem que é esse o caminho que nos pode levar a retomar um futuro para Portugal que foi sugerido, entreaberto em Abril, em 1974 e mais de 40 anos depois começa finalmente a mostrar que é possível. Um caminho onde as dificuldades são muitas mas que é possivel! Por isso deixo uma palavras de simpatia aos dirigentes dos partidos da esquerda parlamentar que tiveram e têm tido a coragem, a dignidade e a responsabilidade nacional de trilharem o caminho da defesa da Nação Portuguesa.
Para que conste, neste jantar convívio tomaram lugar, para além dos Familiares referidos, os Amigos: Gil Marovas, Mário de Araújo, Francisco Naia, Helena e João Andrade da Silva, João Santos e Susana Horta, José Carita e Luísa Gonçalves, a Céu e a Marta, o António Ramos, o Constantino e o Ferraz da Conceição.
Aqui ficam alguns registos fotográficos deste momento da fraterna Amizade!
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