27 de jul de 2007

O Alentejo na Casa da Música ou a subtileza de Ser do Sul



























































Foi um momento único!
Quando os cantadores do Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo, do Feijó, tomaram lugar na Sala Suggia da Casa da Música - porventura a melhor sala de espectáculos de Portugal, quer pela sua excelente acústica, quer pela beleza plástica, estética e arquitectónica - e, de peito aberto, com a altivez e dignidade que caracteriza um Alentejano, sem qualquer amplificação, interpretaram doze temas do nosso Cancioneiro Tradicional, ao princípio com algum nervosismo, mas que logo desapareceu e as suas vozes potentes, bem timbrados, assenhoraram-se de cada recanto da bela e suave sala.
















Foi mais de uma hora cantando o Amor, a Natureza, o trabalho. E o público - cerca de 400 pessoas, aplaudiram de pé exigiram um encore - portuenese e alguns Alentejanos radicados no Norte do país ; qual o Alentejano amante da sua Pátria e a sua Cultura que poderia deixar passar em claro este momento tão belo, tão particular?!


Foi no passado dia 22 de Julho, quando o Sol a pique indicava o meio-dia, que se realizava um sonho iniciado à quase um ano, quando um dia a Filipa Leite, responsável pela programação da Casa da Música me dizia:
"Eduardo, nós vamos ter um festival «Uma Casa Portuguesa», em Julho do próximo ano e gostavamos de ter um grupo coral que representasse bem o Alentejo, pode indicar-nos um?





















Este festival de Música Popular, que o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo encerrou da forma mais bela, teve nas noites de 6ª e sábado, num palco ao ar livre na Praça da Casa da Música, excelentes actuações, de, entre outros a Ronda dos Quatro Caminhos - com a participações de cinco cantadores do Grupo Coral de Évora, dirigido pelo nosso amigo Joaquim Soares, e especialmente da Brigada Víctor Jara - um grande espectáculo este, com a participação do Janita Salomé, com se excede a si próprio em palco, com um registo melódico e coreográfico de grande beleza, interpretando Zeca Afonso a solo em, por exemplo, "Era um redondo vocábulo" e contracena com Catarina Moura, a vocalista da Brigada - também com uma postura singular em palco - , na porventura mais bela moda do Zeca "Cantigas do Maio" ; foi um momento de grande emoção, que dediquei em pensamento a ... uma rosa vermelha!


Um abraço grande a todos estes amigos da Ronda e da Brigada, ao Nuno Faria do Marenostrum, ao António Prata, da Ronda, ao Rui, ao Manuel Rocha, à Catarina Moura, ao Janita, ao Joaquim Soares ...

Um abraço muito especial a todos os cantadores do Grupo Coral Amigos do Alentejo e nomeadamente ao seu responsável, o amigo Afonso!


Bem hajam amigos!

Um comentário:

Bichodeconta disse...

Fico orgulhosa desta gente que tiramhoras do seu descanso , e que tão bem representam a cultura do nosso Alentejo. Parabéns.