Neste lugar onde se sabe a transcendente magia da renovação, do recomeço, o Sol penetra-nos de Luz... neste lugar único, eterno!...
Dois lugares únicos, mágicos, eternos!
Sempre presentes!
mesmo quando recusamos, dilacerados, sucumbir à tristeza....
Eles são
A Terra, a Água,
o Ar, o Fogo!
tal como no poema "Presídio" de David Mourão-Ferreira
Nem todo o corpo é carne... Não, nem todo.
Que dizer do pescoço, às vezes mármore,
às vezes linho, lago, tronco de árvore,
nuvem, ou ave, ao tacto sempre pouco...?
E o ventre, inconsistente como o lodo?...
E o morno gradeamento dos teus braços?
Não, meu amor... Nem todo o corpo é carne:
é também água, terra, vento, fogo...
É sobretudo sombra à despedida;
onda de pedra em cada reencontro;
no parque da memória o fugidio
vulto da Primavera em pleno Outono...
Nem só de carne é feito este presídio,
pois no teu corpo existe o mundo todo!
