17 de mar de 2016

Em defesa do ensino responsável


 


Hoje no canal público, RTP1, o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, deu uma lição de bom senso e respeito pela democracia e autonomia das escolas ao explicar que no cumprimento do Programa do governo acabara com os exames intercalares e implementara provas de aferição nos 2º, 5º e 8 º anos, salvo erro. E perante a insistência irritante do entrevistador Paulo Dentinho - que parecia não perceber as respostas e fez várias vezes as mesmas questões - lá foi calma e pacientemente explicando que depois de ouvir 700 directores escolares, resolvera deixar ao livre arbítrio das escolas e dos respectivos conselhos pedagógicos a decisão de realizarem ou não, em cada escola, as ditas provas de aferição: que afinal são isso mesmo; destinam-se a aferir o estado de aprendizagem dos alunos. Ao contrário dos exames que, enquanto avaliação externa levam a uma preparação dos alunos em função dessa avaliação externa. Opostamente, esta avaliação no ambiente onde os alunos mais saudavelmente poderão apreender e progredir - no meu tempo do "Ensino Unificado" designava-se por avaliação contínua - deixando que cada escola e os seus representantes no conselho pedagógico decidam o que e como fazer  é uma exercício de maturidade democrática e de responsabilidade. Em defesa do ensino responsável, em defesa o que é melhor para os alunos, afinal em prol de quem se devem direccionar todos os esforços por um ensino melhor!
 


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