11 de abr de 2010

Papoilas, estevas... e Utopia em Mértola

«Vinguemos a derrota que os do Norte infligiram aos árabes nossos maiores. Expiemos o crime que cometemos, expulsando da península os árabes que a civilizaram.»
                                                                                           
                                                                                       Fernando Pessoa
                                                        Para o ensaio «Ibérico», Obra poética e em prosa




Vinguemos com as papoilas e as flores de esteva das serras de Serpa e Mértola.


Com a Poesia de um fim de entardecer a saborear o seu odor na esplanada do café Gaudiana.
Depois da beber o horizonte da Pousada de S. Gens.

Com o momento único terminado ao som das palavras do Mestre Cláudio Torres e dos outros Amigos, comensais - o Zé Orta, a Manuela Barros, a Ludmila, o Beto e a Alexandra na serenidade cálida de um jantar perfeito onde só faltou a plenitude da amada ausente. Foi no mais recente e belo Restaurante de Mértola, o Utópico, com terraço para o céu.
Expiemos com o Amor imenso, sublime e supremo, com a flor de laranjeira onde fui colher este perfume...

4 comentários:

Ezul disse...

Ainda bem que o Sul guardou as papoilas. Assim guardaremos o sangue da cultura ancestral na nossa identidade.

Anônimo disse...

Uma evocação bem romântica das primaveras alentejanas.
Aí as plantas cheirosas e familiares,minhas testemunhas das lidas campestres e delas meus olhos andam aguados....
Obrigada!
Maria Campaniça

Milhita disse...

Mertola, é um misto de sentimentos profundos, cresci a brincar nas Azenhas do Guadiana, encantada com as histórias que ela guarda, com os fins de tarde de bicicleta e as noites quentes nas conversas até de madrugada.
Mertola é um misto de essencia alentejana, saudades da alma cantada pelas gentes serenas que gosto tanto.
Foi bom lembrar isso, obrigada

perfume de laranjeira disse...

Os vossos comentários reflectem a essência da nossa Alma do Sul...
Obrigado!