20 de ago de 2015

Percurso pela Serra Algarvia a Bacia do Baixo Guadiana



Depois de mais um interregno demasiado longo que desejamos contrariar voltamos ao convívio com os nossos seguidores. E fazemo-lo partilhando o recente percurso realizado pela Serra Algarvia a Bacia do Baixo Guadiana.

1º dia

A semana passada concretizámos um projecto pensado há vários anos: percorrer a Serra algarvia pelos seus locais mais recônditos – porventura os mais belos do Algarve, à excepção da serra de Monchique, ainda que diferente - até Alcoutim, o oásis à beira do Guadiana; descendo de seguida pela margem direita do grande rio do Sul até à foz do seu afluente da Ribeira de Odeleite, que em pleno Agosto leva um forte caudal, atravessamos o Gaudiana na ponte internacional – a primeira que se encontra a seguir a Mertóla, fazendo uma breve incursão nas rias da vizinha Andaluzia, regressando depois e parando na magnífica Cacela Velha – parte do conjunto de castelos e fortificações da bacia do Baixo Guadiana.
Partimos de Lagos, com paragem em Alvor e passagem por Silves, Alte, Benfim Grande, Pena, Salir - a natureza é aqui de uma beleza deslumbrante - e paragem à saída de Barranco do Velho – onde piquenicámos debaixo duma albarrobeira, duma amendoeira e de um belo sobreiro, mesmo junto ao local onde passa a Via Algarviana. Estamos em plena Serra do Caldeira, a povoação resume-se a meia dúzia de casas à beira da estrada, aqui confluem a EN 124 que inicia em Portimão até Alcoutim ao longo de 150 Km, onde 12 são de serra e a EN 2 que, partindo de Faro, passa a S. Brás de Alportel segue para Almodôvar – percorremo-la há dois anos – atravessa o Alentejo – Castro Verde, Ervidel, Ferreira, Odivelas, Torrão, Alcaçovas, Escoural, Montemor, Ciborro, Brotas, Mora, Montargil, Ponte de Sôr e segue até Chaves, dividindo o país a meio.

A natureza é aqui esmagadora, a dois pés de Barranco do Velho nasce a Ribeira de Odeleite. Mal reiniciámos viagem encontramos, mesmo no cruzamento em agradável restaurante  - a Tia Bia - onde na ementa encontramos pratos regionais da serra como  “galo com vinho”, “javali” e logo resolvemos voltar em breve; depois de reabastecidos de combustível continuamos a característica estrada de serra, passamos por Feiteira, Almarginho, Cachopo – onde nos cruzamos com a EN 397 vinda de Tavira – Martim Longo – famosa pela saboroso pão que exporta, a povoação com mais habitantes do concelho, incluindo a sede, Alcoutim, que percorremos mas não nos sugere paragem – a aldeia de Pereiro – onde nos dessedentamos com água e cerveja bem frescas na única explana do único café “Central”, comemos, lemos – e finalmente chegamos parando na encosta sobranceira ao rio. Alcoutim é um paraíso, o oásis para o viajante que, como nós atravessa a serra ou, como o velejador que sobe o rio – e são alguns, sobretudo estrangeiros, encontramos uma família de franceses que o membro mais novo adorava gatos. Tem uma zona junto ao rio com um excelente mobiliário urbano de lazer.



































Ficámos extasiados embevecidos perante tamanha beleza e depois um banho revitalizador e de um jantar numa agradável esplanada com o Guadiana ao fundo assistíamos ao cair da noite ao som dum concerto de gosto duvidoso no simpático largo da vila.


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