17 de fev. de 2010

Invictus ou Cien Sonetos de Amor

INVICTUS

 
Este filme estreou em: 29 de Janeiro de 2010


Invictus acompanha o período em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador Francois Pienaar (Matt Damon) é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.


- 32º longa de Clint Eastwood como diretor.


- Este é o oitavo trabalho de Eastwood com o músico Kyle, seu filho. Este já assinou a trilha ou compôs canções para Gran Torino, A Troca, A Conquista da Honra, Cartas de Iwo Jima, Sobre Meninos e Lobos, Menina de Ouro e Rookie - Um Profissional do Perigo.


- Baseado no livro de John Carlin.


PRÊMIOS

- Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Direção (Clint Eastwood), Ator (Morgan Freeman) e Ator Coadjuvante (Matt Damon) em 2010.



- Recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Ator (Morgan Freeman), Melhor Ator Coadjuvante (Matt Damon)



FICHA TÉCNICA

Diretor: Clint Eastwood

Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon, Scott Eastwood, Langley Kirkwood, Robert Hobbs, Tony Kgoroge, Jason Tshabalala, Bonnie Henna, Grant Roberts, Patrick Holland, Patrick Mofokeng, Moonsamy

Produção: Clint Eastwood, Robert Lorenz, Lori McCreary, Mace Neufeld

Roteiro: Anthony Peckham

Fotografia: Tom Stern

Trilha Sonora: Kyle Eastwood , Michael Stevens

Duração: 133 min.

Ano: 2009

País: EUA

Gênero: Drama

Cor: Colorido

Distribuidora: Warner Bros.

Estúdio: Warner Bros.

Classificação: 10 anos


Este filme fala-nos, através dum poema "Invictus", a "tábua" onde Mandela se confortava nos momentos mais difíceis no longo cativeiro nas prisões duma África do Sul onde dominava o ódio e... o medo do outro. Uma África do Sul que Nelson Mandela mudou completamente com o mais poderoso de todos os poderes e... talvez o mais frágil, porque o mais sensível de todos: o Amor.

Para os Amantes do Amor, para os que estão no mundo pelo Amor e para o Amor, para os que Amam apaixonadamente, sem receio ou orgulho, e também para os que ainda não subiram esse degrau, por medo, insegurança, comodismo materialista... mas que o anseiam bem no fundo da sua alma, para esses também...  porque o Amor deve ser imenso, partilhável também com os infelizes... que não devem ser excluídos... para que um dia possam ascender ao Amor infinito...



Para vós este poema de Pablo...

Pablo Neruda, o Poeta do Amor...

Não te amo como se fosses rosa de sal, topázio
ou flecha de cravos que propagam o fogo:
amo-te como se amam certas coisas obscuras,
secretamente, entre a sombra e a alma.

Amo-te como a planta que não floresce e leva
dentro de si, escondida, a luz daquelas flores,
e graças ao teu amor vive escuro em meu corpo
o estreitado aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem de onde,
amo-te directamente, sem problemas nem orgulho:
assim te amo porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que não sou nem és,
tão perto que a tua mão sobre o meu peito é minha,
tão perto que se fecham os teus olhos com o meu sono.

                                                                 Cien sonetos de Amor


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