18 de fev. de 2013

Lula e Carvalho da Silva: dois líderes da Lusofonia



Depois de um longo, longo interregno, voltamos hoje à partilha com os bloguistas que por aqui passam. E voltamos, com a publicação de algumas das mais recentes crónicas "saídas" no mensário Folha de Montemor, na rúbrica "À soleira da porta" - nome, aliás, já usado na rúbrica que, entre 2000 e 2004 assinámos na Revista Alentejana.
É o caso desta peça sobre dois nomes de referência da lusofonia: José Ignácio Lula da Silva e Manuel Carvalho da Silva.
 
Nos 148 anos de DN
Lula entrevistado por Carvalho da Silva 

“A força de Portugal não pode ser subestimada” 

O Diário de Notícias, o mais antigo órgão que existe  na imprensa portuguesa, foi fundado há 148 anos, mais precisamente no dia 29 de Dezembro de 1864, por Eduardo Coelho, em plena Monarquia Constitucional, no início do reinado de D. Luís – D. Carlos tinha um ano e a sua mãe, D. Maria Pia, chegara de Itália dois anos antes.
O DN, conheceu assim o declínio e o fim da monarquia, os conturbados e decisivos 16 anos da República, a desastrosa ditadura militar – quando o país entrou em bancarrota –e o retrocesso arrogante e tacanho do salazarismo e finalmente a democracia, que é hoje brutalmente atacada e posta em causa.  No dia do aniversário, Manuel Carvalho da Silva foi convidado para dirigir a edição especial. Carvalho da Silva, sobre este importante jornal e enquanto director convidado,  no final do editorial deixa o “apelo”: Que na voragem demolidora desta “crise” não se destrua ou enfraqueça este jornal, que é claramente património nacional.
 
DN-JOVEM –REFERÊNCIA DECISIVA PARA OS ENTÃO NOVOS AUTORES 

A este grande jornal sinto uma ligação sentimental, pois foi o primeiro jornal nacional, ou de referência como se diz actualmente, onde colaborei – em meados de 80, entre os 20 e os 25 anos, no saudoso DN-Jovem, naquele tempo em que ainda não se usava computador e se batia o texto numa velha máquina de escrever. Este foi seguramente o mais memorável  suplemento de colaboração juvenil do jornalismo português do Portugal democrático: por aqui passaram muitos jovens e adolescentes, autores em início de percurso, alguns deles hoje, nomes decisivos da literatura e do jornalismo e não só. José Luís Peixoto, José Eduardo Agualusa, Pedro Mexia, José Riço Direitinho, José Mário Silva, Possidónio Cachapa, ou Luís Graça, José Carlos Barros, António Souto, António Manuel Venda, Luís Milheiro, Rodrigo Francisco que tenho vindo a reencontrar ao longo dos anos, ou amigos desde então como o pintor Luís Filipe Gomes.
 Depois de uma passagem breve pelo mensário Juventude, como redactor, e colaborador permanente no Setubalense e pontuais participaçõpes noutros jornais de Setúbal, foi no DN-Juvem, que enquanto jornalista, embora colaborador - com fotógrafo e motorista quando necessário -, fiz algumas das primeiras grandes peças da minha vida: recordo duas: uma reportagem a um espectáculo que Jorge Listopad encenava na Torre de Belém e uma das quatro páginas, se não estou em erro, de que o suplemento dispunha, para uma entrevista ao dramaturgo Romeu Correia, em 1987, então homenageado em Almada.
Não esqueço as primeiras vezes que entrei emocionado no esplendoroso edifício do DN, assim como os primeiros encontros com Manuel Dias, o esse Homem  com H grande, que esteve tantos anos por detrás deste suplemento literário juvenil - e que justamente Jorge Sampaio, então Presidente da República, distinguiu em 5 de Outubro de 2004, com a Ordem de Mérito;  e depois,    da casa, tive acesso ao imenso arquivo fotográfico e as diversas vezes que o Manel Dias – era assim que o tratávamos - me pediu para o ajudar na selecção dos textos e fotos e desenhos que chegavam de todo o país. O DN– Jovem e o DN enquanto o jornal pai ( ou mãe?) faz  parte de um momento decisivo minha vida, do meu crescimento enquanto jornalista e cidadão e jovem tolerante e com sede de infinito; é com muita emoção que recordo aqui esse tempo de há 25 - 30 anos, quando a terça-feira, dia da saída do suplemento, era esperada com ansiedade.
Voltando ao tema da crónica de hoje, vejamos como João Marcelino, o director do DN apresentou o seu homólogo por um dia:

“Manuel Carvalho da Silva é um homem de esquerda, sindicalista, foi militante do Partido Comunista. As suas ideias são conhecidas há muito tempo em Portugal.  Num período de retrocesso das conquistas sociais e de um empobrecimento que também visou pagar desmandos nunca devidamente deslindados pela Justiça, e oriundos da acção de pessoas pertencentes às mesmas famílias políticas que agora os procuram resolver, foi um prazer colocar esta edição nas mãos de um cidadão sério, socialmente interventivo e que advoga caminhos diferentes para a solução dos problemas nacionais.” 
O entrevistado, Lula da Silva, nasceu há 67 anos em Caetés, Pernambuco. De uma família de 8 irmãos começou a trabalhar aos sete anos mas continuou na escola até aos 14. Foi metalúrgico, onde ganhou fama como sindicalista. Em 1980 fundou o Partido dos Trabalhadores e foi eleito deputado em 1986. Após três derrotas consecutivas foi eleito Presidente do Brasil em 2003, saindo em 2011, após dois mandatos e tendo conseguido eleger a sua sucessora, Dilma Rousself. Casado com Marisa Letícia, tem cinco filhos e nos últimos tempos, para além de ter conseguido ultrapassar com sucesso um cancro da laringe – que o obrigou a um retiro de seis meses da vida pública – tem-se dedicado à fundação com o seu nome. 


UM EX-PRESIDENTE ENTREVISTADO POR UM POSSÍVELPRESIDENTE

Nesta entrevista o ex-presidente brasileiro diz não ter dúvidas de que a crise foi gerada pelo descontrole do sistema financeiro e lamenta que até agora os líderes mundiais só tenham combatido os efeitos e não as causas.
“A crise que muitos países estão vivendo, e que acaba afectando, de uma forma ou de outra, a todas as nações, é exactamente a crise do neoliberalismo. Ela é a demonstração prática da insensatez neoliberal. A desregulamentação absoluta das finanças é um dos principais dogmas do chamado ”Consenso de Washington”. A atrofia do Estado democrático, com a transferência do poder político para o mercado, é outro. Sem regras e sem fiscalização, os especuladores podem tudo, mas quando quebram quem paga a conta é a sociedade. Um dos paradoxos da crise actual é que muitos pretendem combatê-la com a mesma lógica que a provocou.”
Mostrando-se solidário com o povo português na defesa das conquistas sociais, face às políticas de austeridade, a recessão generalizada e o desemprego que afectam Portugal e a Europa, “ (…) Quero dizer às forças progressistas de Portugal que não desanimem, não percam a esperança, estejam sempre, como estão hoje, lado a lado com os trabalhadores e a maioria da população” Lula da Silva advoga que muitos países emergentes, como o Brasil, “(…) estão demonstrando que é possível combinar rigor fiscal com políticas de crescimento, criação de empregos e protecção sócia. O Presidente Obama lançou um conjunto de medidas para fomentar a economia e o emprego nos Estados Unidos.”
 
Lula defende o fortalecimento da União Europeia “(…) por ser património democrático da humanidade”. Mas acrescenta que “(…) ela é inseparável do Estado de bem-estar social. Não acredito, sinceramente, que ela tenha um futuro duradouro sem ele. O Estado do bem-estar, como é natural, pode ser reformado, actualizado, modernizado. Mas não pode ser extinto. O destino da União Europeia, com o alto padrão civilizacional que alcançou, interessa a todos os países do mundo.”
 Acrescentando que o seu Brasil tem uma palavra a dizer no mundo, destaca o dinamismo económico e social antevendo-lhes um “maior protagonismo político regional e global nas próximas décadas”, num contexto em que a CPLP e a Ibero-América são espaços que já cumprem importantes funções culturais e geopolítica mas “(…) poderiam ir além. Somados, os países que integram esses espaços têm uma força significativa. Poderiam cumprir um papel pró-ativo a favor da retomada do crescimento e da reforma da ordem económica e política mundial.
Lula da Silva, que Carvalho da Silva considera “um dos mais extraordinários intérpretes da saber profundo do ser humano comum. Diametralmente oposto à postura do Presidente da República portuguesa, que tem um défice grande na interpretação, de estar, de perceber e de transmitir a realidade objectiva da vida e dos anseios das pessoas,” Lula defende que o espaço reservado a Portugal nestas duas realidades (CPLP e Ibero-América) “é potencialmente muito grande. A força de Portugal  não pode ser subestimada devido às dificuldades conjunturais (…)” inegável dimensão política, nível educacional e técnico, o facto de pertencer à União Europeia e, consequentemente “as perspectivas comerciais e de investimento  muito relevantes para todos os países ibero-americanos e africanos que forem parceiros efectivos de Portugal”,  rematando  “ A crise não deve impedir-nos de pensar e agir – estrategicamente.”

 Duas grandes figuras do mundo lusófono. Cada um, à sua maneira, souberam pôr a sua sabedoria, humanismo e capacidade de liderança ao serviço dos respectivos povos. O Brasil, sob a liderança de Lula superou a crise, desenvolveu-se económica, cultural e socialmente afirmando-se como potência mundial ao mesmo tempo que reforçava claramente o Estado social. Esperamos que num futuro não muito distante, salvaguardadas as diversidades de ambos os países, possamos dizer algo de semelhante de Carvalho da Silva e de Portugal. Seria o caminho adequado para salvar, e quiçá reforçar o Portugal de Abril. Isso, obviamente, só acontecerá com o apoio claro de todos os defensores da democracia e da Liberdade. “Acordai!”….



29 de dez. de 2012

Nos 25 anos da Associação José Afonso



Já passou mais de um mês mas quero partilhar convosco esta sessão festiva - pois até estamos numa época supostamente festiva - deste acontecimento fraterno que tive o privilégio de viver... texto que no essencial publiquei na edição de Dezembro da Folha de Montemor intitulado


Nos 25 anos da Associação José Afonso 

No passado dia 18 de Novembro a Associação José Afonso - AJA assinalou em Setúbal a passagem do 25º aniversário desta associação, que tendo como patrono José Afonso, tem como objectivo central a divulgação e valorização da obra e da vida da figura maior da Canção Popular Portuguesa.

Refira-se que  a AJA, desde 5 de Outubro, tem uma nova e simpática sede instalada no antigo Círculo Cultural de Setúbal – espaço de intervenção e resistência cultural à ditadura, de que José Afonso foi um dos fundadores e activistas - que nessa data reabriu por louvável iniciativa do Município de Setúbal, que o recuperou e restaurou, inaugurando a Casa da Cultura, composta por diversas valências: música, memória (Bocage), artes plásticas, teatro, em parceria com diversas associações.

Para assinalar o seu 25º aniversário, a AJA realizou duas iniciativas,  que pelas suas características simbolicamente preservam o espírito e a filosofia de Vida de José Afonso: um almoço na  popular Associação  de Moradores do Bairro da Anunciada, o que juntou muitas dezenas de associados, activistas e amigos; 

Com José Carita (músico e maestro)

Com Manuel Freire e José Fanha

e um espectáculo no renovado Cine-teatro Luísa Todi, onde muitas centenas de pessoas admiradoras da obra do Zeca Afonso – o espectáculo estava esgotado dias antes – assistiram a quase quatro horas ininterruptas de música e poesia, numa sessão de excelência, carregada de simbolismo, comovente e fraterna, apresentada pelo Amigo, Poeta e diseur, José Fanha.
                                          José Fanha

Pelo palco do Luísa Todi passaram o Grupo Coral e Etnográfico  da Cooperativa de Consumo de Grândola, o jovem cantautor Tiago Fernandes – AJA Santarém ,  Xico Carinho – músico da Galiza – com Ana Ribeiro, na voz – AJA Norte, Vitor Sarmento e o grupo  Erva de Cheiro, Afonso Dias, Francisco Naia, acompanhado por José Carita, Ricardo Fonseca e Edmundo Silva 



Francisco Naia com Edmundo Silva



José Carita (sósia de Zeca Afonso... parece, não parece?...))


 a Ronda dos Quatro Caminhos, Janita Salomé, Vitorino e Manuel Freire – que falou enquanto Presidente da Assembleia Geral da AJA, em nome do actual Presidente da AJA, Francisco Fanhais -  ausente em Paris, onde participou com João Afonso e António Zambujo numa homenagem a Zeca Afonso realizada no famoso Olympia da capital francesa.

Neste espectáculo, caracterizado por um grande calor humano, sentido quer no palco, quer e a plateia; desta aplaudia-se com emoção, onde a diversidade marcou presença. M. Freire interpretou “Pedra Filosofal” e “Epígrafe para a arte de furtar”, de Jorge de Sena, à capela, tema também também interpretado por Francisco Naia, destacando-se a grande voz de ambos e a virtuosidade dos músicos acompanhantes deste, ou a novidade de Ana Ribeiro em “Achégate a mim, Maruxa (cantar galego)”ao som da gaita de beiços de Xico Carinho, onde também não foram esquecidos Adriano Correia de Oliveira, ou “Alípio de Freitas” - o tema que o Zeca fez dedicado ao antigo guerrilheiro, de origem transmontano, então preso no Brasil e presente no espectáculo.
                                             Vitorino

O Vitorino também estava com grande performance, nomeadamente na interpretação de “Mulher da erva”, um  dos seus temas favoritos de Zeca, mas o irmão Janita Salomé, esse protagonizou certamente um dos momentos altos
                                        Manuel Freire e Janita Salomé

com a sua voz de capacidades invulgares, a quem o Zeca confiava as obras de mais difícil execução. Voz, no dizer de Manuel Alegre que“(…)Vem de muito longe, de algum acampamento perdido na poeira dos séculos. Cante alentejano, cante jondo. Mas sobretudo andalu.”

Terminou com todos os intervenientes em palco, entoando “Venham mais cinco” e a “Grândola”.
 Momentos únicos de fraternidade, também acompanhados nos camarins, onde, nos deslocámos exactamente quando os irmãos Salomé aqueciam a voz.

Fotos de Eduardo M. Raposo e Ana Pereira Neto 

21 de dez. de 2012

O Encontro



O Encontro

Publiquei recentemente um artigo sobre os 25 anos da Associação José Afonso no Jornal Folha de Montemor, que quero aqui partilhar, que aconteceu em Novembro... mas vão ter de esperar, pois hoje, aqui e agora quero partilhar porque é urgente - como é urgente o Amor, disse o poeta - o que vivi no dia 8 de Dezembro, no dia em que fiz 50 anos, mas mais do isso, muito mais e muito mais importante do que isso foi o Encontro perante o Mar - a Senhora Yemanjá - e a Mãe-natureza - Nª Sª da Conceição - o Encontro pleno, perante os Amigos, os muitos Amigos verdadeiros - cantei o Amor, cantámos o Amor que nos une, eu, o Eduardo e a Anita. Foi um momento único e sublime, e como hoje disse ao Urbano - que hoje a conheceu - tivemos a coragem que muitos ou que alguns, talvez Livres como nós, mas na hora da verdade não têm, e se vergam às convenções sociais e aceitam a Igreja, a hipocrisia católica quando não acreditam...
o Amor só é verdadeiramente livre quando somos verdadeiramente livres perante o mundo para Amar. 
























foto de Irene Guimarães
Este post é para a Anita, a Mulher que eu Amo e que sei - e disse-o publicamente aos Amigos - os que me acompanharam na minha travessia do deserto e sempre estiveram comigo e que pedi especialmente para testemunharem em palavras - o Manel, o António (Ramos), a Céu, ou a Naia - que de improviso cantou para nós , frente ao Mar e ao céu e nos beijou...
 fotos de Irene Guimarães

... mas também ao Carlos e ao Ricardo - os meus irmãos que eu Amo muito bem
  como a meus Pais (que por questões de saúde não foram à praia , mas estiveram presentes na Festa) - e aos amigos mais recentes como a Maria Vitória e o Amadeu,  a Teresa (Cuco), a Manuela, a Charlotte,o João (Andrade da Silva, Capitão de Abril) e sua companheira Lena, o Zé Carita (companheiro de tantas jornadas) e a Luísa, o João (Santos), companheiro de dar Vida diaramente à arte em forma de exposições, Homem do Norte, que aprendeu a amar o Alentejo em Mértola, o Fernando (Mão de Ferro) - meu editor e irmão da paixão pelo Alentejo , que teve a frase bonita: só vocês é que nos podiam presentear com este momento tão belo!... - ou ao António e sua companheira Helena e seu bébé quase recém-nascido que, Amigo dos meus irmãos foi tão Amigo como os mais próximos ao presentear-nos com o mais belo bolo que um pasteleiro que ele é, pode fazer a alguém...
 o Moreno ou o Pardal - que chegou tarde ... mas chegou. E a Guika, Amiga comum - que foi a sacerdotisa do nosso Encontro e... a "construtora" (match maker) do primeiro, mas também aos Amigos da Anita - o Ricardo Lacerda e a Gisela, a Tuta, a Paula, a Irene, o Salvador* que já considero meu irmão, como lho referi, a Elga, a Nini, a Maria João - irmã da Anita, o Rui Marvanejo - alentejano de Marvão - a Eugénia e a sua filhota, e, claro, o meu primo Adelino - que era pastor na nossa infãncia no Alentejo mas a quem a ascensão social não retirou um milímetro da sua integridade e humanismo - e a sua companheira Maria Vitória - que encontrou a sua antiga professora de Colos e homónima. 

*o fotógrafo "oficial", autor das restantes fotos publicadas
 
 Mas esse dia não teria sido tão sublime sem o meu querido Roque - o meu neto de 4 anos que me levou pela mão 





  foto de Irene Guimarães














- e depois tanto se divertiu na areia com o seu primo de 2 anos, o Ruben, sempre vigiado pela mãe Angélica,

 e o João Pereira Neto - pai da Anita - que no caloroso abraço desejando felicidades "disse-nos" do seu Humanismo e Amor. 
 Ou os que não podendo estar presentes não quiseram deixar de testemunhar a sua "presença"- o Zé (Orta), o Jorge (Moniz), o João (Morales), o André (Gago), o Alex - que enviou o seu mel e os seus licores, João Cágado - que nos enviou o seu poema-canção, a Arlinda -que nos enviou o poema que publico - o o seu companheiro Carlos, a Margarida (Morgado), o Constantino (Pinto), o (Domingos) Montemor e o Cláudio (Torres). Mas também o sangue do nosso sangue - a Marta e a Sofia - nossas filhas adoradas, presentes. 

Foi a Alma da Amizade a testemunharem o Encontro pleno do Amor!... as imagens falam por si...

  foto de Irene Guimarães
do Encontro na praia com mu ita Poesia, lida, dita e cantada, e da confraternização pura que se seguiu no espaço que o Ricardo, com a sua Alma imensa, pôs ao dispôr de todos nós...bem como a minha cunhada Angélica que cozinhou imenso e a minha mãe Esmeralda . 

Momentos de fraternidade e emotiva confraternização só possibilitados pela generosa postura de todos os Amigos que das mais diversas formas deram corpo a este  dia sublime  iniciado perante a Mãe Natureza.


ou os diversos testemunhos dos(as), que ausentes não quiseram deixar de estar presentes... como este da Arlinda e do Carlos...


 Queridos amigos, Anita e Edu,

Com mágoa nossa e por empecilhos vários, não poderemos estar
presentes na vossa festa da união.
Queremos, no entanto, expressar os nossos votos de felicidade Maior

e desejar-vos a protecção das Senhoras do Mar - Yemanjá - e da Natureza -
N. Srª da Conceição.

A festa da vida
 José Niza

Que venha o sol o vinho e as flores
Marés, canções de todas as cores
Guerras esquecidas por amores; Que venham já trazendo abraços
Vistam sorrisos de palhaços
Esqueçam tristezas e cansaços; Que tragam todos os festejos
E ninguém se esqueça de beijos
Que tragam pendas de alegria
E a festa dure até ser dia;

Que não se privem nas despesas
Afastem todas as tristezas
Pão vinho e rosas sobre as mesas;
Que tragam cobertores ou mantas
E o vinho escorra p'las gargantas
E a festa dure até às tantas;"

Com amizade e muita ternura,


Arlinda & Carlos Bull


12 de nov. de 2012

O Teatro, de Emma Santos, por Sofia Raposo

O Teatro - Cartaz [low res].jpg
 música original de
João Dacosta
executada ao vivo pelo autor

11 de Novembro
(Domingo)
Fórum Romeu Correia
Auditório Fernando Lopes Graça
ALMADA
21.30 h

Um discurso estilhaçado e fragmentário,
que percorre as estratégias da repressão e da insubmissão,
nos limites do delírio e de uma ofuscante lucidez.
A escrita da loucura. A loucura da escrita.
Contra a normalidade. Contra a normalização.


Aqui vos dou contra de mais um excelente espectáculo de Teatro a que me foi dado assistir ontem, dia 11 de Novembro.

Para que conste!